domingo, 25 de novembro de 2012

Paraplégico preso num 3º andar

Olá chamo me A... tenho 24 anos Vivo na serra das minas na localidade de sintra rio de mouro...escrevi esta carta a contar a minha historia. Vivia em no barruchal de manique depois mudai me para serra das minas para uma casa melhor quando vim viver para serra das minas começai a tirar um curso de mecanico em mira sintra e aos 18 anos de idade tive um acidente de mota qual ficai paralégico ah 5 anos que estou assim vivo no 3 andar sem elevador e pa poder sair tenho que depender sempre de alguem da familia oh amigos e nem sempre tenho gente em casa oh meus amigos me pdem ajudar e muito perigoso e muito cansativo pa quem me sobe nem sempre tenho a familia em casa oh os amigos me pode me vir ajudar aonde e vivo não tenho amigos porque os meus amigos ficaram em manique eu sozinho não consigo dexer sozinho tenho de depender sempre de alguem pa decher e subir 65 degraus vivo com os meus pais e com a minha irmã e nem sempre ta gente em casa pa me ajudar a sair quando me apetece sair para algum lado tenho que esperar que alguem chegue a casa oh me venham buscar. farto de viver assim tenho 24 anos queria ser idenpente ter uma casa minha familia ter carta carro quero trabalhar voltar a estudar seguir com minha vida pa frente mas a viver no 3 andar fico ensulado em casa a espera que alguem chegue para poder sair de casa já a 5 anos que espero de uma resposta de uma casa e nada um dos meus sonhos eram ter uma casa ao pé dos meus amigos ter carta e carro poder fazer a minha vida sem depender de ninguém. Comento: desolador ver que ainda existem estas crueldades no nosso país. Até quando continuarão a ignorar-nos? Este rapaz é prisioneiro na sua própria casa. Sabem porquê? Porque cometeu o crime de ser paraplégico.

'Filme ajuda a aceitar diferenças', diz tetraplégico que inspirou 'Intocáveis'

Milionário Philippe Pozzo di Borgo conta detalhes de sua história no livro 'O Segundo Suspiro', lançado neste mês no Brasil Carol Nogueira O milionário francês Philippe Pozzo di Borgo, que inspirou a história do filme 'Intocáveis' (Getty Images) Um dos filmes mais falados do ano, o francês Intocáveis estreou na última sexta-feira no Brasil com um enredo nada convencional e um sucesso estrondoso: o longa se tornou um fenômeno de bilheteria mundial, arrecadando 360 milhões de dólares e passando a ser o segundo título mais visto da história do cinema francês, além de receber nove indicações ao César, o Oscar francês. Comédia sobre o valor da amizade, Intocáveis é baseado na história real de amizade entre um milionário francês tetraplégico, Philippe Pozzo di Borgo, e um imigrante algeriano que ele contrata como seu enfermeiro, Abdel Selou (que no longa virou o personagem Driss), e que acaba fazendo com que ele volte a ver graça na vida, mesmo com todas as dificuldades de ser deficiente físico e após a morte de sua mulher, Beatrice. Hoje em dia, Borgo continua morando na França, mas com sua nova mulher. Já Selou se casou, teve filhos e se mudou para o Marrocos.
Antes de virar filme, a história já havia sido um bem-sucedido documentário de 2004 (À La Vie, À la Mort) e se transformado em dois livros que se tornaram best-sellers na França, um escrito por Borgo e outro por Selou -- o primeiro saiu no Brasil neste mês pela editora Intrínseca com o título O Segundo Suspiro. Em entrevista ao site de VEJA, Borgo falou sobre sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e sobre as lições de vida que tirou de sua relação com Selou. Por que o senhor acha que o filme fez tanto sucesso? Vivemos em uma época de ansiedade muito grande, por causa da situação econômica e política mundial. Então, acho que as pessoas ficaram felizes de ver que dois caras em péssimas condições ainda podiam aproveitar muito bem a vida e ajudar um ao outro. Há uma grande necessidade de reconciliação, de aceitação das diferenças e das fraquezas, de aproveitar o momento. Isso, somado ao grande talento dos diretores, atores e produtores envolvidos, foi o responsável pelo sucesso do filme. Por que decidiu contar sua história em um livro? Depois da morte da minha mulher, eu passei por uma depressão terrível, que eu não tinha vivido apos o acidente que me deixou paraplégico, ocorrido três anos antes. Quando Beatrice morreu, suas ultimas palavras foram: 'Você tem que seguir em frente, e expressar sua dor em palavras vai te ajudar'. Dois anos depois, eu estava deitado há meses, com dor, e comecei a gravar frases em um gravador portátil. Pouco a pouco, pelos próximos dois anos, eu revivi minhas memórias, a maioria delas no silêncio da noite, e comecei a me reconstruir. Então comecei a gostar das palavras, e passei a trabalhar no livro. Qual foi a parte mais difícil de se tornar deficiente físico? Não conseguir pegar minha mulher e meus filhos no colo. O que mudou na forma como o senhor vê a vida? Muitas coisas. Primeiro de tudo, ver o mundo de uma cama ou de uma cadeira de rodas não é o mesmo que vê-lo em pé. Eu descobri que eu era frágil, não era eterno, e que o tempo contava. Mas, especialmente, que a dor me deixa desconfortável e que, portanto, cada momento que eu me sinto bem tem que ser completamente aproveitado. Eu não gasto meu tempo em coisas desnecessárias. Ser totalmente dependente dos outros requer que você seja agradável com eles, do contrário, eles me esquecerão. Antes do acidente, eu costumava usar muito a minha influência para conseguir o que eu queria. Não é a melhor maneira e a sociedade seria muito mais agradável se nós pedíssemos as coisas gentilmente. Eu aprendi a ser paciente, especialmente durante as noites longas de insônia, e a conviver com o silêncio. Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando conheceu Abdel? E por que decidiu contratá-lo? Pensei: 'Esse é exatamente o cara que eu preciso, ele é inteligente, relaxado, rápido, forte, vai conseguir me ajudar a cuidar da minha mulher e da minha condição física'. Como está Abdel? Qual é a relação de vocês hoje? Ele está casado há 8 anos, tem 3 filhos dos quais ele se orgulha muito. Ele está um pouco fora de forma e por isso prefere ser gentil a entrar em uma briga. Esses dias ele me disse: 'Se eu cruzasse com o antigo Abdel, perderia.' Nós nos vemos constantemente, ou na França ou no Marrocos, e às vezes nos encontramos em eventos para a imprensa. Os filhos dele me chamam de “tio” e minhas filhas o tratam da mesma maneira. Muitos diretores procuraram o senhor e Abdel antes de Olivier e Eric. Por que deixaram que eles fizessem o filme? Eu gostei muito da generosidade e da inteligência com que eles levaram o filme. Eu já fui procurado por grandes nomes, mas nunca tinha consentido porque faltava senso de humor. Embora eles tenham adaptado a história, minha mulher e eu ficamos com a impressão de que os detalhes ainda estão lá. Ao mesmo tempo, nossos amigos estavam rindo e chorando ao mesmo tempo, então sentimos que alguma coisa havia acontecido. Na première em Paris, as pessoas bateram palmas por vários minutos em pé. Os diretores merecem esse sucesso, pois acertaram o tom. Uma semana depois, eles mostraram o filme no hospital para deficientes físicos no qual eu passei algum tempo nos últimos 20 anos, e somente as pessoas mais debilitadas podiam entrar. Você devia ver as risadas deles.

sábado, 3 de novembro de 2012

Programa Ver Mais - Modelo fica tetraplégico e da exemplo de superação

Tetraplégica há 25 anos, moradora do Varjão descobriu a vocação para a arte

Dar a volta por cima nem sempre é uma tarefa fácil. É preciso muita determinação e força de vontade para conseguir atingir metas e objetivos. Foi assim que Eva Leite, 46 anos, descobriu vocação para a arte. Após um acidente de carro, há 25 anos, quando viajava para o Rio de Janeiro, ela perdeu os movimentos dos braços e das pernas. Desde então, iniciou uma batalha para encontrar uma ocupação que se adequasse à essa nova realidade. Essa imposição que o destino lhe reservou a fez descobrir, há seis anos, que podia pintar quadros e escrever livros utilizando apenas a boca. Ela já perdeu as contas de quantas obras de arte já fez, mas já publicou dois livros, e o terceiro está em processo de finalização gráfica. Durante a maior parte de sua vida, a moradora do Varjão não tinha interesse pela arte. No colégio, não frequentava as aulas da disciplina. “Jamais imaginava que chegaria a gostar de pintura. Inspiro-me muito nos quadros de Romero Brito. Não gosto de pintar paisagens, mas se pedirem, eu pinto. Na verdade, a vida me ensinou que nem tudo é de momento”, afirma. Aceitação - Após o acidente, Eva demorou para aceitar a nova realidade. Terminou um longo relacionamento, e se sentia inferiorizada o tempo todo. Lembrar que não poderia mais andar era motivo para choro e lamentação. “Eu gostava de curtir a vida. Era bem louca mesmo. Acho que tudo que aconteceu foi um puxão de orelha da vida para eu repensar a maneira de viver. Fazer descobertas e aprender a me adaptar, mesmo com as dificuldades que hoje enfrento”, conta. Quatro anos após o acidente, Eva se casou e teve uma filha. Hoje, aos 19 anos, Isabel Leite ajuda a mãe a todo o momento e diz sentir muito orgulho dela. “Minha mãe é um exemplo, minha motivação e força”, afirma.